Cantora e compositora apresenta o seu primeiro álbum, “Terras do Sem-Fim”, que celebra a
diversidade sonora e musical do Brasil, no Acaso Cultural, em Botafogo
O Brasil, em sua pluralidade de sons, se encontra no palco do Acaso Cultural, em
Botafogo, no show de estreia da cantora e compositora Naiara Martins, “Terras
do Sem-Fim”, que acontece no dia 22 de outubro, quinta-feira, às 20h. Com
direção musical de Pedro Braga, o trabalho é fruto do primeiro álbum da cantora,
de mesmo título, produzido com Daniel Cahon.
Naiara, que acabou de voltar de uma apresentação na Itália, traz a bossa e o samba de
cabula, introduzido pela diáspora no fundamento da nossa cultura sonora, e
músicas em língua portuguesa, com presença do iorubá e do kaiapó.
Em cena, o público pode conferir clássicos como “Preciso aprender a ser só”
(Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle), “Negro Gato” (Getúlio Côrtes), “Eu vim da
Bahia” (Gilberto Gil), “Canto de Ossanha” (Baden Powell e Vinícius de Moraes),
e “Baticum de Bará” (Luiz Antonio Simas), que conta com arranjo e execução de
Gabriel Policarpo, um dos maiores percussionistas do país, que acompanha Naiara
no espetáculo com João Braga e Pedro Braga nos violões.
O repertório também inclui músicas inéditas, como “Outra Cor”, do compositor
argentino Alejo Quiroga, “Mulher Malevich”, feita por Naiara Martins em
parceria com Yasmin Nigri e Daniel Cahon, e “Comigo me desavim”, composta para
o show por Fred Martins a partir do poema português de Sá de Miranda.
– A ideia de gravar este álbum veio em 2019. Eu queria pensar brasilidade, o que
é Brasil sonoramente, qual o Brasil que me forma e que quero também. Encontrei
a canção Terras do Sem-Fim, do Fred e do Bozzetti, chamei o Cacique Raoni para
participar da gravação, ele aceitou e ela acabou se tornando central no
projeto. Agora estamos em um momento que esse movimento de pensar nossa
identidade se tornou urgente de novo, refletir sobre o projeto de país que a
gente quer. E a música ocupa às vezes o lugar de algo que se pretende fora da
política. Isso não existe. Toda cultura é política. Toda arte é
política. Fico feliz de poder realizar esse trabalho agora. Logo ele, neste
momento – conta a artista.
Talento em prosa e verso
Naiara Martins nasceu em São Gonçalo, é cantora, compositora, mãe e crítica literária.
Tem doutorado em Teoria da Literatura e mestrado em Estética e Filosofia da
Arte. Em 2024, foi indicada ao Prêmio Jabuti de Filosofia, com livro sobre José
Saramago e Montaigne. A música faz parte da sua vida desde muito cedo, já que
suas primeiras experiências musicais se deram na convivência diária familiar,
com seus tios e sua avó, que cantavam e eram violonistas. Em seus trabalhos, a
música é o lugar do desejo e do encontro de si.
Ficha técnica:
Naiara
Martins – Voz
João Braga – Violão
Pedro Braga – Violão
Gabriel Policarpo – Percussão
Luciana Moisakis – Produção
Pedro Braga – Direção Musical
Fernando Capão – Técnico de Som
Carlos Pinho – Assessoria de Imprensa
Serviço:
Quando:
22 de outubro, quinta-feira, às 20h
Onde: Acaso Cultural –
Rua Vicente de Sousa, 16, Botafogo, Rio de Janeiro – RJ
Ingressos:
entre R$ 55 e R$ 200, no local ou antecipados pelo site Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/127040/d/414482
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